sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Literatura de Cordel



A evolução da literatura de cordel no Brasil não ocorreu de maneira harmoniosa. A oral, precursora da escrita, engatinhou penosamente em busca de forma estrutural. Os primeiros repentistas não tinham qualquer compromisso com a métrica e muito menos com o número de versos para compor as estrofes.

Literatura de Cordel  é uma modalidade impressa de poesia, original do Nordeste do Brasil, que já foi muito estigmatizada, mas hoje em dia é bem aceita e respeitada, tendo, inclusive, uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos essa modalidade de literatura nem sempre foi respeitada, e já houve até quem declarasse a morte do cordel, mas ainda não foi dessa vez.

A cada dia os textos são mais valorizados por todo o Brasil e pelo mundo. Os textos são publicados em livretos fabricados praticamente de forma manual pelo próprio autor. Eles têm geralmente 8 páginas mas podem ter mais, variando entre 8 e 32. As páginas medem 11x16cm e são comercializadas pelos próprios autores. Há alguns livros publicados, mas no geral a venda acontece dessa maneira.

Assim como muitos itens dos que compõem a nossa cultura, a literatura de cordel tem origem em Portugal. Os autores das poesias se denominam trovadores e geralmente quando as declamam são acompanhados por uma viola, que eles mesmos tocam.

Este tipo de literatura marcou também a cultura francesa, espanhola e portuguesa, através dos trovadores. Estes eram artistas populares que compunham e apresentavam poesias acompanhadas de viola e muitas vezes com melodia. Apresentavam-se para o povo e falavam da cultura popular da localidade, dos acontecimentos mais falados nas redondezas, de amor, etc. Assim como no trovadorismo, movimento literário que abriga essa prática, hoje é a literatura de cordel. Até mesmo as competições entre dois trovadores, com suas violas, é presenciada hoje por nós e já foi muito praticada nos três países citados, especialmente em Portugal.

No Brasil prevalece a produção poética, mas em outros locais nota-se a forte presença da prosa. A forma mais frequentemente utilizada é a redondilha maior, ou seja, o verso de sete sílabas poéticas. A estrofe mais comum é a de seis versos, chamada sextilha. E o esquema de rimas mais comum é ABCBDB.

Uma das características desse tipo de produção é a manifestação da opinião do autor a respeito de algo dentro da sua sociedade. Os cordéis não tem a característica de serem impessoais ou imparciais, pelo contrário, na maioria das vezes usam várias técnicas de persuasão e convencimento para que o leitor acate a ideia proposta. "A Cultura Popular é um magnífico tesouro que enobrece a alma do nosso país, encantando e dando lenitivo aos nossos corações. Ela abrange um elenco de manifestações que fazem parte do cotidiano do povo; um relicário de valores expressivos que vão se perpetuando através das gerações, e alimentando a memória viva da nação. Aqui, daremos enfoque especial a uma das principais expressões culturais da nossa população, a Literatura Popular”. Parte da obra constante do Livro “O Reino Encantado do Cordel – A Cultura Popular na Educação”, de Rubenio Marcelo.


Segue abaixo um pouco da primeira obra de cordel que li, ainda quando criança, muito bacana.
Peleja de Riachão com o Diabo

Riachão estava cantando 
Na cidade de Açu,
Quando apareceu um negro
Da espécie de urubu,
Tinha a camisa de sola
E as calças de couro cru.

Beiços grossos e virados
Como a sola de um chinelo
Um olho muito encarnado
O outro muito amarelo,
Este chamou Riachão
Para cantar um martelo.

Riachão disse: eu não canto
Com negro desconhecido,
Porque pode ser escravo,
E anda por aqui fugido
Isso é dar cauda a nambu
E entrada a negro enxerido.

Negro - Eu sou livre como o vento
A minha linhagem é nobre,
Eu sou um dos mais ilustres
Que o sol deste mundo cobre
Nasci dentro da grandeza
Não saí de raça pobre.

Riachão - Você nega porque quer
Está conhecido demais,
Você anda aqui fugido
Me diga que tempo faz
Se você não foi cativo,
Obras desmentem sinais.

N - Seja livre ou seja escravo
Eu quero é cantar martelo,
Afine a sua viola
Vamos bater-se em duelo
Só com a minha presença
O senhor está amarelo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Happy Rock, que negócio é esse?

O rock brasileiro se renovou? Onde está a qualidade da música brasileira atual? Por onde anda a "rebeldia", a poesia, as críticas nas letras das canções? E o som pesado que incomodava qualquer vizinho? Pois é, foram substituídos, por nada menos que letras aparentemente felizes, roupas coloridas, arranjos simples e muitos efeitos computadorizados. É o chamado Happy Rock (Rock Feliz), ou melhor, o rock afrescalhado, tendo como principais representantes as bandas Restart, Cine, Hori, Replace, capitaneadas por teens bem comportados (seria para alegria dos pais da nova geração?).
O termo "Happy Rock" surgiu com a música "Happy Rock Sunday" do Restart, e com o projeto que a banda criou chamado Happy Rock Sundays, que se trata de uma série de shows da banda realizado aos domingos no palco do HSBC Brasil, em São Paulo, contando com convidados especiais. Foi esse projeto, somado com as várias bandas coloridas iguais ao Restart que ajudaram a popularização do termo Happy Rock.
Por ordem de aparição/sucesso na mídia, a banda precursora desse movimento foi o Cine, que piorou ainda mais o cenário musical com seu estilo emo (entendo que o termo correto seria ema) renovado que, segundo a própria “banda”, é um Rock mais feliz e alegre, espelhado nas roupas coloridas.
Qualquer pessoa sabe que o Happy Rock não se inspirou no Rock de verdade para nascer. Além do Emocore, essas foram grandes influências. Indiscutivelmente, o Happy Rock deve muito aos Teletubbies (favor não confundir com Restart, nem os Teletubbies merecem tal comparação).
Outra grande influência do gênero são os Power Rangers, que influenciaram no número de integrantes das bandas (cinco) e o seu público-alvo. Mesmo tendo começado cedo, o Happy Rock já tem características marcantes. Algumas (a maioria) copiadas do Emocore, e outras tiradas de programas infantis como Lazy Town, Bom Dia e CIA. Essas características são:
As letras não são nada poéticas, nada bem-construídas, nada criativas, são cheias de clichês e fórmulas ultrapassadas. A verdade verdadeira é que o Happy Rock nem faz música, faz barulho, um mero produto do supermercado musical.
A atitude, o discurso e o comportamento do gênero foi descaradamente copiado do Emocore, tirando a única coisa original que é a vestimenta. Os "Happys" vestem suas calças tamanho MP (Micro Pequeno) que usavam em seus 4 anos e as jogam num balde de Suvinil edição Deluxe Kids; pegam um óculos de sol verde (que eles chamam de Wayfarer), erguem com orgulho seu ursinho Pooh de pelúcia, e no final se exibem pra mamãe dizendo: "Mãaae eu sou rockkerru!


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

É melhor não aprender nada, do que aprender o que está errado! Será que é muito difícil entender isso?


O livro didático "Por uma Vida Melhor", bem que poderia se chamar (Por um Linguajar Pior), transformado em polêmica por admitir como corretos erros da linguagem, não precisará mais ser recolhido pelo Ministério da Educação. O juiz federal Wilson Zauhy Filho, da 13ª Vara Federal Cível de São Paulo, entendeu que o material pode continuar nas mãos de alunos do ensino público porquê, segundo ele, não há tempo hábil para uma nova licitação. Assim, os estudantes não teriam outro material para consultar. "Como não há tempo hábil para uma nova licitação, os alunos não teriam outro livro em sua substituição, sendo irrecuperáveis as perdas de aprendizado", escreveu o juiz na decisão.
                                                                           
O conteúdo do livro, no entanto, não deixa dúvidas sobre erros de concordância, relativizando a necessidade de seguir a norma culta. Num dos trechos, os autores escreveram: "Os livro ilustrado estão emprestado". Em seguida, citando a variedade da linguagem popular, eles justificam assim o método utilizado: "Só o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro". Em um outro exemplo, mostram que não há problema em falar, por exemplo, "nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe".

Segundo a Justiça Federal, três pessoas entraram com uma ação popular contra União Federal, Ministério da Educação e Global Editora e Distribuidora, pleiteando que fosse declarado nulo o ato administrativo que adotou e distribuiu os livros para estabelecimentos de ensino e que os recolhessem imediatamente. Alegaram que o livro, em vez de ensinar corretamente as regras de linguagem, legitima erros crassos de concordância, bem como não transmite conhecimentos necessários das regras da língua portuguesa.

"Os réus apresentaram pareceres técnicos de especialistas da educação discordando que o livro é inadequado ao ensino de jovens. Para o juiz, isso já demonstra que a discussão é polêmica e que não é possível afirmar de plano que a obra é inservível ao ensino".




terça-feira, 20 de setembro de 2011

História do disco Selvagem?, dos Paralamas do Sucesso.


Lembro-me perfeitamente quando criança eu estudava no colégio Pimentel Gomes, todos os dias passava em frente a uma residência e, o som que rolava era o disco Selvagem? Dos Paralamas. Parecia algo premeditado. Não possuía em casa, “vitrola” ou qualquer outro “aparelho de som”, nem esse LP, mas a qualidade desse disco despertou em mim um amor enorme pela boa música. Há 25 anos os Paralamas do Sucesso lançavam o disco Selvagem?, hoje um clássico na história da música brasileira. De lá para cá, muita coisa aconteceu, tanto no mundo da música como na história da própria banda nascida no Rio de Janeiro. Mesmo assim, o terceiro álbum do trio, ainda é apontado como um dos trabalhos mais emblemáticos do pop rock nacional.

Em abril de 1986 chegava às lojas Selvagem?, terceiro LP dos Paralamas, para aclimatar de vez o som de toda uma geração. O chamado "rock de bermuda" se assumia de vez com letras engajadas, movimentos de corpo jamaicanos e total pouca vergonha em suas partes, digamos assim, mais brasileiras. "Um disco forte e desestruturante que marca o início de uma nova era da música brasileira", empolgava-se o produtor Liminha no texto de apresentação distribuído à imprensa. Duas décadas depois, o jornalista Jamari França, situa assim: "Selvagem? foi o atestado de maturidade da geração 80 do Rock Brasil. Conectou três matrizes importantes da música negra do Terceiro Mundo: Bahia, Jamaica e África. Abriu um leque de possibilidades e foi precursor da sonoridade que reinou nos anos 90".

FRASES / REPERCUSSÃO:

"Ele foi um disco, acima de tudo, muito corajoso. Os Paralamas tinham acabado de vir de sucessos como Meu Erro, Óculos e Me liga, com temas ligados ao amor, e fizeram um disco com letras socialmente muito fortes, como Alagados, O Homem e A novidade (essa do Gil). A outra parte da coragem em si, foi abandonar um pouco da linha rock new wave de O passo do Lui e dar uma guinada para o outro extremo do mundo indo buscar influências na Bahia, na Àfrica e na Jamaica, ao invés da Inglaterra. O Selvagem? é o pai do Severino, musicalmente, e do MangueBeat, na temática social. É um disco essencial" - Rodrigo Barbosa Melo - FC Nação Severina

"Este é o grande álbum do rock nacional dos anos 80. Principalmente porque traz um gênero jamaicano chamado dub. Os efeitos tirados em estúdio junto com Liminha foram muito bem usados. A música Selvagem, é um clássico." - Falcão, vocalista do Rappa

“Selvagem é um marco em vários sentidos pelo fato de ele ter tido uma penetração, abrindo mercados, abrindo possibilidades de a gente expandir”. “Com o Selvagem a gente estava tentando nadar em cores nacionais. E ter um retorno tão forte pra gente significou “Uau! Que legal que tenhamos encontrado esse grau de sintonia”. Herbet Vianna

“A gente queria romper. A gente não queria fazer a continuação do Passos do Lui. Então a gente se provocou. Falamos:  Vamos fazer outra coisa totalmente diferente”. Bi Ribeiro

“Acho que esse disco foi maturando ao longo do que a gente foi fazendo em 1985, depois do pipoco todo do Rock in Rio. Ao longo de 1985 a gente ouvia cada vez mais compulsivamente reggae, música africana... Isso foi meio que ficando nessas entrelinhas do Selvagem. Temos uma atitude muito despojada, como sempre foi no nosso trabalho. A gente não acha que seja uma obra de arte assim. Achamos que é um disco muito importante pra nós”.  João Barone

“Esse disco é um divisor de águas no trabalho dos Paralamas e indica também um caminho para o rock. Minha colaboração com eles foi mais melhorar, gravar, observar o que tinha, alguma aresta para ser lapidada. Mas não foram feitas mudanças radicais, sabe? Não foi um disco criado num estúdio”. Liminha, produtor do disco

“Me lembro da primeira vez que ouvi a introdução com o riff de guitarra de ‘Alagados'. Eu falei: ‘Caraca!' Aquilo era a possibilidade de misturar a música brasileira com as outras referências que eu sempre enxergava, sempre apreciava nos Paralamas do Sucesso”. Haroldo, do Skank

"Ele teve um impacto singular na época. Vários amigos acharam o disco ‘brasileiro’ demais. Na verdade, esse foi o detalhe que o tornou tão especial." John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu

"As misturas musicais desse disco dos Paralamas seriam a tônica da geração dos anos 90. Ele acabou com a ‘negação da música brasileira’, que era muito forte nas bandas dos anos 80. Para mim, mostrou que era possível fazer sucesso sem ter que necessariamente parecer um inglês encapotado num país tropical". Henrique Portugal, tecladista do Skank.

Imagina a nossa emoção ao ver o Gil gravando "Alagados". Ele estava super gripado, tomou um chá e uma colher de mel e mandou ver assim mesmo. Depois, fez aquela letra sensacional de "A Novidade", em cima da melodia cantarolada que o Herbert mandou. Ele escreveu a letra em cima certinho, respeitando as divisões, a métrica. Foi demais. O Gil recebeu a fita (era fita cassete na época!) em Florianópolis, onde estava fazendo shows. Ele passou a letra para o Herbert pelo telefone, no estúdio. O Herbert escrevia e chorava de emoção... Quando ele acabou de escrever, gritava: "olha só que coisa linda!". João Barone

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tecnologia na Educação: Vilã ou Mocinha?



Hoje resolvi escrever algo de extrema importância para nossa geração, que é o papel da tecnologia na educação, suas vantagens, mudanças na relação professor/aluno e aluno/conhecimento, bem como suas implicações para a formação dos professores. Essas reflexões têm mostrado que o uso da tecnologia, quando dentro de um planejamento cuidadoso, que integra todos os atores do processo de educação, cada um com seus papéis bem definidos e conscientes de seus limites e possibilidades, pode trazer ganhos reais para a aprendizagem. Parece haver consenso de que, com a tecnologia, o ambiente de sala de aula é extrapolado para um acervo crescente de informações, embora multifacetadas e fragmentadas, e alcança limites antes não imaginados. Quando professores e alunos assumem verdadeiramente seus papéis dentro desse processo, os aparatos tecnológicos propiciam inúmeras possibilidades formativas. Ao professor, cabe fazer a mediação entre esse universo de informação, que parece se multiplicar diariamente em progressão geométrica, e os alunos. A contextualização, integração e crítica a esse volume de informações buscam garantir o desenvolvimento da reflexão e a construção do conhecimento. Para tal, o domínio e o uso dessa nova linguagem digital, associados à sua articulação com os conteúdos específicos da disciplina precisam fazer parte da prática do professor.

No entanto, alguns estudiosos nos trazem reflexões sobre possíveis riscos trazidos pela educação mediada pela tecnologia. A partir de agora, vamos conhecer alguns desses estudiosos e suas ideias. Seria a mediação da tecnologia prejudicial ao processo de aprendizagem? Acarretariam os meios de comunicação de massa prejuízos para a relação entre professores e alunos, tornando a pouco individualizada e, por isso, menos efetiva?

Tais questionamentos têm trazido inquietações para diversos pesquisadores e colocam em "check" o real potencial da tecnologia como instrumento mediador eficiente. Naercio Menezes Filho, professor da IBEMEC São Paulo e da Faculdade de Economia e Administração da USP, disponibiliza um arquivo on- line no qual apresenta uma série de gráficos que mostram os números praticamente caóticos da educação no Brasil e aponta que, nesse cenário de alunos e professores desmotivados e desinteressados, iniciativas para se colocar computadores/laptops em sala de aula não seriam suficientes para alavancar esses números a ponto de exercer um papel significativo nas relações de aprendizagem e trazer resultados concretos, (Caso que ocorre em Rio Branco Acre, onde a maioria dos discentes do terceiro ano receberam laptops do sr. Governador do estado, porém, a grande maioria cerca de 70% desses alunos não sabem sequer manuseá-los). Aponta ainda que o uso da internet dispersa facilmente o aluno, que está muito mais interessado em navegar livremente e trocar mensagens com seus amigos.

Outro pesquisador a apontar problemas quanto ao uso da tecnologia em sala de aula é Valdemar Setzer. Dono de um vasto currículo acadêmico sobre o assunto, Valdemar é praticamente categórico em afirmar que os diversos recursos tecnológicos tão cultuados pelas crianças deveriam "ser, se não banidos, pelo menos usados com muita parcimônia".

A TV não tem praticamente nenhum efeito educativo. Educação é um processo muito lento (o que se aprende de forma instantânea não tem valor profundo) e deve acompanhar o processo global da criança ou do jovem, mas na TV tudo é rápido pela necessidade do aparelho. O ponto mais negativo, porém, da televisão com relação à educação é que esta exige atenção e atividade do estudante, sobretudo quando se pensa que a educação deveria ter como uma das principais metas desenvolver nas crianças e nos jovens a capacidade de imaginar e de criar mentalmente. Mas a televisão faz exatamente o contrário: O constante bombardeio de milhões de imagens faz com que o telespectador perca a habilidade de imaginar e criar. Isso é principalmente preocupante com crianças e jovens, que estão desenvolvendo essas habilidades (nem adultos que as tenha, a perda parcial pode ser lamentável, mas muito pior é nem chegar a desenvolvê-las). Pode-se concluir que a televisão pode ser empregada como meio de condicionamento, mas não de educação.

O computador é uma máquina abstrata que impõe pensamentos e linguagens formais, lógico simbólicas. Uma máquina assim não é adequada antes da puberdade e antes do ensino médio, a época do desenvolvimento da capacidade de pensar de forma abstrata e formal. Antes desse período, ele iria acelerar o desenvolvimento da criança ou do jovem de maneira inadequada, com sérios prejuízos mais tarde. Recorde-se também de eu ter chamado a atenção para o fato de o computador induzir a indisciplina. As crianças não têm autocontrole suficiente para dominar-se, direcionando e restringindo o uso do computador. Além disso, a indução da indisciplina é exatamente o oposto de algo que a educação quer obter.