segunda-feira, 26 de setembro de 2011

É melhor não aprender nada, do que aprender o que está errado! Será que é muito difícil entender isso?


O livro didático "Por uma Vida Melhor", bem que poderia se chamar (Por um Linguajar Pior), transformado em polêmica por admitir como corretos erros da linguagem, não precisará mais ser recolhido pelo Ministério da Educação. O juiz federal Wilson Zauhy Filho, da 13ª Vara Federal Cível de São Paulo, entendeu que o material pode continuar nas mãos de alunos do ensino público porquê, segundo ele, não há tempo hábil para uma nova licitação. Assim, os estudantes não teriam outro material para consultar. "Como não há tempo hábil para uma nova licitação, os alunos não teriam outro livro em sua substituição, sendo irrecuperáveis as perdas de aprendizado", escreveu o juiz na decisão.
                                                                           
O conteúdo do livro, no entanto, não deixa dúvidas sobre erros de concordância, relativizando a necessidade de seguir a norma culta. Num dos trechos, os autores escreveram: "Os livro ilustrado estão emprestado". Em seguida, citando a variedade da linguagem popular, eles justificam assim o método utilizado: "Só o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro". Em um outro exemplo, mostram que não há problema em falar, por exemplo, "nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe".

Segundo a Justiça Federal, três pessoas entraram com uma ação popular contra União Federal, Ministério da Educação e Global Editora e Distribuidora, pleiteando que fosse declarado nulo o ato administrativo que adotou e distribuiu os livros para estabelecimentos de ensino e que os recolhessem imediatamente. Alegaram que o livro, em vez de ensinar corretamente as regras de linguagem, legitima erros crassos de concordância, bem como não transmite conhecimentos necessários das regras da língua portuguesa.

"Os réus apresentaram pareceres técnicos de especialistas da educação discordando que o livro é inadequado ao ensino de jovens. Para o juiz, isso já demonstra que a discussão é polêmica e que não é possível afirmar de plano que a obra é inservível ao ensino".




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