quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A novidade


A novidade veio da praia
Na qualidade rara de sereia
Metade, o busto de uma deusa maia
Metade, um grande rabo de baleia
A novidade era o máximo
Do paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia

Ó, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ó, de um lado este carnaval
Do outro a fome total
ôôôôô

E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da sereia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia
A novidade era a guerra
Entre o feliz poeta e o esfomeado
Estraçalhando uma sereia bonita
Despedaçando o sonho pra cada lado.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A inveja


Existem pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído. Basta alguém se destacar em alguma área, por menor que seja,  e lá estar o invejoso e sua confissão de inferioridade, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Um estilo, uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brinco ou pulseira bem colocados,  já se torna motivo para elogios, nem sempre sinceros. 

Eis um dos sentimentos mais torpes e difíceis de serem eliminados da alma humana, a inveja, falta de capacidade do invejoso. Trata-se de um dos vícios que mais causa sofrimento a humanidade. Onde houver apego à materialidade das coisas, notadamente em seu significado, naquilo que o objeto de desejo simboliza em termos de bem-estar e status que, lá estar a inveja, sobrevoando os pensamentos mais íntimos, qual urubu ou abutre insaciável, esfomeado pela carniça.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Está formado o ambiente propício para criar uma geração de brasileiros ignorantes


O Brasil possui quatro mecanismos federais de avaliação do ensino: o Saeb, o Enade, o Enem e a Prova Brasil, todos de “padrão internacional”. A cada vez que se divulga um de seus resultados, uma torrente de más notícias sobre a educação é despejada pelos jornais. Mas nenhum desses testes jamais captou um dado tão alarmante quanto o que surge da pesquisa Pulso Brasil, do instituto Ipsos. Os pesquisadores abriram um mapa-múndi na frente dos entrevistados (1 000 pessoas, em setenta municípios das nove regiões metropolitanas) e lhes pediram que indicassem onde ficava o Brasil. Somente metade acertou.

É isso mesmo: o levantamento mostra que 50% dos brasileiros não sabem localizar o país no mapa. Houve os que chutaram as respostas. Vieram desse grupo disparates de corar de vergonha. Para 2%, o Brasil fica na Argentina. Um porcentual pouco maior acha que o país se localiza na África – a dúvida é se no Chade ou na República Democrática do Congo? Outros 29% nem tentaram responder. A pesquisa do Ipsos tem a força de um soco na boca do estômago nacional.

Quase 10% dos entrevistados que passaram por uma faculdade (tendo completado ou não o curso) não sabem que o Brasil se localiza na América do Sul. Esse porcentual sobe para 30% entre os que fizeram o ensino médio (estágio em que um aluno deveria ter estudado geografia durante pelo menos seis anos) e aumenta para 50% entre os que iniciaram o ensino fundamental. Ignorar uma informação tão simples é o equivalente, em matemática, a não saber adicionar 2 mais 2.

A péssima qualidade dada pelo poder público à educação no Brasil, está na base dessa, que para mim considero uma grande vergonha, está formado o ambiente propício para criar gerações de brasileiros que exibem uma tamanha ignorância que não está no mapa. Mudanças já!


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Egotrip


Foi uma excelente banda de rock fundada em 1985. O significado do nome é a junção de duas palavras Ego (do latim, “eu”) e trip (do inglês, “viagem”), ou seja, é basicamente uma viagem ao ego, uma viagem do eu. A primeira banda brasileira a usar o computador em todas as faixas de um disco.

Seu primeiro e único LP foi lançado em 1987. A música "Viagem ao Fundo do Ego" tornou-se um grande sucesso após ser incluída na trilha sonora de uma novela global. No entanto, o Egotrip não duraria por muito tempo: eles se separaram após a morte do baterista, Pedro Gil, em um acidente de carro em 1990.

A banda era composta por:

Arthur Maia (Baixo)
Nando Chagas (Vocais)
Francisco Farias (Guitarra e Teclados)
José Rubens (Saxofone e Teclados)
Pedro Gil (Bateria)

Anos 80! Nunca na história do planeta Terra se fez tanta coisa boa em termos de música! Fico feliz por ter tido a honra de viver tudo isso!


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lapadas no povo

É impressionante como o político picareta, pilantra, apedeuta, se tem feito de vítima nos últimos anos, ao invés de perseguidor ele é perseguido, em vez de criminoso ele diz que é criminalizado, defendendo veementemente sua inocência e de seus “companheiros” apanhados com a boca na botija, colocando a culpa de todos os seus atos medíocres, na imprensa livre do nosso país.

“Nós temos que modificar um pouco a lei aqui no nosso Brasil, de modo a não criar facilidade para pilantra, vagabundo, sem-vergonha, que devia estar atrás da grade de noite, e de dia trabalhar, e quando não trabalhasse de acordo, o chicote, que nem antigamente, voltar.”

Palavras do senador do PP de Rondônia Reditário Cassol, ao criticar os R$ 800 doados pelo governo às famílias dos presidiários, portanto, entendo que ele esqueceu de que, se a ideia for aprovada, no dia em que a lei valer para todos o “chicote” vai bater no lombo dos pilantras, vagabundos e sem-vergonha que infestam o Congresso e sugam 800 reais por minuto. Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido.