quinta-feira, 17 de novembro de 2011

683 instituições de ensino superior são “reprovadas” pelo MEC


O MEC publicou hoje o IGC (Índice Geral de Cursos), indicador que leva em conta a nota dos alunos no Enade (exame federal) e outros indicadores como infraestrutura e qualidade do corpo docente. O índice tem notas que vão de 1 a 5, e são consideradas insatisfatórias as médias 1 e 2. Foram avaliadas 2.176 universidades, faculdades e centros universitários.

As 683 instituições com notas baixas vão passar por supervisão do governo federal e podem ser alvo de medidas que vão do arquivamento de pedidos de abertura de novos cursos até o descredenciamento. Dentre elas: INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO ACRE, FACULDADE DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE CRUZEIRO DO SUL, FACULDADE BARÃO DO RIO BRANCO, FACULDADE DA AMAZÔNIA OCIDENTAL, ambas no Acre, o melhor lugar para se viver na Amazônia, segundo os petistas.

sábado, 12 de novembro de 2011

O Exército de um homem só



Engenheiros do Hawaii, e sua formação clássica. Gessinger, Licks & Maltz, tocando a canção o exército de um homem só, no especial Várias Variáveis. Um dos melhores “Power Trio”, que tive o prazer e a honra de ouvir durante a minha adolescência e juventude. Quem não curtiu, perdeu. Infelizmente acabou. Porém, inesquecível.

sábado, 5 de novembro de 2011

A era da revolução tecnológica


Quando criança costumava ouvir atento os “mais velhos” especularem sobre como seria a vida no século 21. Alguns, mais pessimistas, faziam previsões apocalípticas dizendo que não chegaríamos à virada do século. Outros, porém, mais sonhadores e de mente mais fantasiosa apontavam para um futuro no qual os carros voariam, visitaríamos outros planetas e teríamos ao nosso dispor robôs que seriam capazes de realizar desde as tarefas mais simples do nosso dia a dia, até as mais dispendiosas.

Alguns viam essa possibilidade com desconfiança, achando que a máquina substituiria o homem, tiraria empregos e nos relegaria a um segundo plano, no qual não passaríamos de meros escravos da tecnologia. Outros vislumbravam maravilhados essa possibilidade e sonhavam com o dia em que a tecnologia seria um facilitador, uma aliada que nos ajudaria a viver mais e melhor. O fato é que essa tão esperada era chegou trazendo com ela a confirmação de muitas das especulações do passado e refutando tantas outras.

Estamos vivendo a era da revolução tecnológica: nossos carros ainda não voam, a máquina já substitui o homem em várias tarefas, temos o mundo a um click de nossos dedos, na palma de nossas mãos, 24 horas por dia, mesmo nos lugares mais remotos do globo.  Aqueles que já nasceram inseridos nesse mundo globalizado e, portanto, nativos digitais, pouco sentem os efeitos dessa revolução, sua relação com a tecnologia é "amigável" e não causa estranheza.

Porém, milhares são imigrantes nesse processo, nadam em águas turbulentas e buscam se familiarizar a cada dia para não ser considerado uma "versão  desatualizada", que precisa ser substituída por outra mais "updated". Os avanços tecnológicos estão em todas as áreas e mesmo pessoas menos favorecidas financeiramente têm algum contato com algum tipo de aparato tecnológico. No campo da educação, a influência da tecnologia não é menor e nem menos aparente.

O que até algum tempo atrás era especulação, agora é situação: estamos vivendo na era da tecnologia e da informação e esta é uma realidade sem volta. Há vários anos, algumas iniciativas governamentais vêm acenando para uma educação tecnológica, mas, independentemente dessas ações (que infelizmente não caminham na velocidade que gostaríamos), docentes já se sentem pressionados a incluir em suas aulas componentes tecnológicos. Essa pressão ocorre impulsionada por vários fatores, para citar apenas dois, destaco:

- Perfil do aluno do século XXI, que já chega à escola tendo sido exposto a uma carga horária gigantesca de televisão, internet e os mais diversos aparelhos eletrônicos, exposição esta que só comprova a tese de que o ambiente de aprendizagem, antes restrito à sala de aula, agora compartilha espaço com os diversos ambientes virtuais. Essa geração nasceu no boom da revolução tecnológica (a partir do início da década de 90) e o que para nós é memória, para eles é história.

- Muitas escolas particulares que, para atrair alunos, anunciam uma educação totalmente informatizada, embora, na maioria das vezes, o que vemos é apenas a transferência dos conteúdos dos livros para o ambiente virtual, numa profusão de atividades de múltipla escolha, em uma visão errônea de que o uso de aparatos tecnológicos por si só é suficiente para manter alunos motivados.