quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

ORGULHO DE SER TARAUACÁENSE


Saí de Tarauacá com apenas 04 anos e jamais voltei. Não que eu não queira, mas devido à correria diária. Papai era um dos melhores seringueiros, Adson Leite fazia questão de dizer isto, em rodas de conversa.

Viemos a Rio Branco para estudar. À época, em alguns seringais onde morávamos tinha apenas o antigo primário. Papai queria que todos os filhos se dedicassem aos estudos. Hoje, estamos bem encaminhados.

Tenho uma vaga lembrança da minha terra, e saudade, muita saudade. Lembro-me do Estirão, Bela Vista, Paraíso, Bom Futuro, e do Lago Novo – acho que foi a primeira vez que comi peixe assado na folha da bananeira -, da movimentação no comércio, das lindas praias, da igreja ao lado da pracinha central onde mamãe me levava para a procissão de São Francisco. Eu ficava bravo, pois não entendia nada e não queria segurar velas. Éramos católicos.

Tenho ouvido muitas histórias absurdas a respeito de Tarauacá. Entra gestor e sai gestor e as mazelas somente aumentam. A cidade cresceu muito, mas desordenadamente, o índice de violência é alarmante, exploração sexual, e as mais diversas drogas correm soltas. Tarauacá também se tornou propriedade privada de alguns comunistas que na verdade são lobos em pele de cordeiro. Se a carapuça servir, use-a.

Se Deus permitir, em janeiro, farei uma visita a Tarauacá, para a realização de um documentário. Aguardem-me.

sábado, 7 de dezembro de 2013

FAÇA ALGUMA COISA PELA DOR


Neste momento de tristeza não podemos explicar a imensa perda do jornalista Ezí Melo, apenas senti-la. Anos atrás perdi uma grande amiga, bela, muito bela, que também cometeu suicídio no auge de sua juventude.  

De vez em quando me pergunto: será que eu não poderia ter feito algo para amenizar a sua dor?

Num mundo tão desigual onde a competitividade é absurda e excede limites, ainda é possível sentir a dor alheia.