segunda-feira, 18 de maio de 2015

ALGUNS MALEFÍCIOS DA REFORMA POLÍTICA

É inegável que o Brasil necessita de uma reforma política, que procure corrigir as disparidades nas disputas eleitorais, que traga mais transparência à população – um grande avanço seria o voto impresso, a diminuição no tempo de campanha, não uma reforma que tem tirado o sono de muita gente, principalmente dos dirigentes de partidos pequenos, os conhecidos nanicos.
No Acre, apenas o deputado federal Alan Rick (PRB) tem se mostrado preocupado com a proposta do voto distritão, ou seja, apenas os mais votados seriam eleitos, e com o fim das coligações proporcionais que praticamente joga uma pá de cal nos partidos pequenos. Dos atuais 513 deputados federais apenas 32 se elegeram sem precisar do quociente eleitoral.
O PMDB governa sete Estados: (Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Sergipe, Tocantins); PT cinco (Acre, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Piauí); PSDB cinco (Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, São Paulo), PSB três (Paraíba, Pernambuco e o Distrito Federal); PDT dois (Amapá, Mato Grosso); PSD dois (Rio Grande do Norte, Santa Catarina); PP um (Roraima); o quase centenário PC do B um (Maranhão); e o recém-criado PROS um (Amazonas). Nota-se claramente o quanto os partidos nanicos já são penalizados, política é espaço.
No financiamento público de campanha – somente tem acesso aquele que detém a chave do cofre, e com o voto distritão – os maiores e mais fortes financeiramente sempre seriam privilegiados.
Os dirigentes dos partidos grandes estariam interessados em transformar de vez os Estados em capitanias hereditárias partidárias?

Manoel Roque - Presidente Regional do PHS - Acre